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Economize Dinheiro “Antes”, “Durante” e “Depois” das Compras [Guia Completo]

Podemos dizer que existem basicamente dois tipos de pessoas: 1) Aquelas que “dão duro” para ganhar o seu dinheiro. 2) Aquelas que, além de conquistar sua renda principal, “dão duro” para fazer esse dinheiro render mais.

Um dos segredos para manter as finanças pessoais saudáveis é aprender a valorizar o salário que você ganha todos os meses.

Infelizmente, muitos fatores impedem que usemos a mesma dose de energia e dedicação que utilizamos para fazer o dinheiro entrar em nossa conta.

Na verdade, não fomos treinados para isso…

Não há dúvidas de que você frequentou a escola, cursos e faculdade para ter condições de adquirir seu sustento através de suas aptidões ou de uma profissão.

A grande desgraça é que essas instituições só foram capazes de ensinar um lado da moeda: como ganhar dinheiro.

Mas se esqueceram de apresentar o outro lado: como ter backlinks é tão difícil como manter o dinheiro com você (esse grande fujão).

A grande verdade é que fomos doutrinados para comprar. Alguns ainda dão um passo além e pechincham suas compras.

Mas, no final, não conseguimos parar de comprar, de nos associarmos aos carnês, aos crediários da vida, aos bilhetes de loteria etc.

E a grande ironia – para não dizer tragédia – é que as dívidas o obrigam a trabalhar mais ainda para pagá-las.

Ou seja: quem não consegue investir em sua independência financeira está contribuindo para o enriquecimento de outras pessoas, no caso, os credores.

É por isso que digo que você precisa aprender a gastar seu dinheiro de forma equilibrada, desde a hora que ele entra na sua conta até o último dia do mês.

Uma vida mais rica se constrói todos os dias

Tão importante quanto ser um bom investidor, é aprender a comprar bem, o que implica em ter uma visão de longo prazo.

Um projeto contínuo de se especializar em economizar dinheiro envolve algumas decisões como manter um padrão de vida que não comprometa seu futuro financeiro.

Lembre-se que o seu dinheiro não é ilimitado.

Por isso, nada adianta ser um exímio comprador, se você compra com muita frequência ou não conseguir viver sem o último aparelho da moda.

Agora, imagine se esse dinheiro economizado for poupado e direcionado para seus investimentos, o que poderá acontecer?

Menos dívidas, mais poupança e aumento de patrimônio!

A cada compra você tem o poder de “acelerar” ou “retardar” sua independência financeira.

E eu quero compartilhar com você alguns princípios e dicas que você deveria seguir antes de gastar seu dinheiro na aquisição de novos produtos ou serviços.

1. Antes da compra


FAÇA UMA LISTA DOS ITENS QUE VOCÊ PRECISA

O primeiro passo é criar uma lista bem simples contendo duas categorias: necessidades e desejos.

Faça uma descrição minuciosa de cada item (características, modelos, cores, formato etc) e do porquê você precisa dele.

Deixe essa num lugar onde você possa visualizar e mantenha-a sempre acessível, seja no seu smartphone seja em uma folha de papel.

Essa lista assume uma grande importância por dois motivos:

  • Ajuda a identificar se você realmente precisa de tudo o que acha que precisa.

  • Na hora da compra, se você olhar os itens da sua lista, poderá dar preferência para esses itens.

Uma outra dica interessante é que você pode classificar um mesmo item como desejo e necessidade, conforme o modelo/marca.

Ex.: Digamos que você realmente precisa de um tênis novo para corrida.

Nada o impede de colocar o “Misuzo Wave Prophecy 4” (R$1.099) na categoria desejo e o “Olympicus Spin” (R$70) na categoria necessidade.

CONHEÇA O PRODUTO E SEUS CONCORRENTES

Agora que você tem muito claro o que você quer, é hora de conhecer na prática o produto/experiência e quem são os seus futuros vendedores.

Na prática empresarial, é chamada de análise de mercado.

Nesse momento, o seu foco deve ser conhecer ao máximo o seu desejo de consumo ou a sua necessidade.

Não se contente em apenas ler as descrições pela internet.

Se for um produto possível de ser testado na loja, não perca e tempo e vá na loja mais próximo para sentir o “gostinho” sem ter que tirar – ainda – dinheiro do bolso.

Porém, tenha cuidado: a maioria das lojas possui vendedores treinados para transformar meros pesquisadores em clientes.

Vejamos esse alerta contra as compras por impulso:

59 milhões de pessoas nos Estados Unidos são viciadas em sair para fazer compras ou em gastar. Cerca de 53 por cento dos gêneros alimentícios e 47 por cento dos artigos de lojas de eletrodomésticos são comprados “por impulso”. Quando foi perguntado a 34.300 pessoas que estavam fazendo compras em centros comerciais do país inteiro qual tinha sido a principal razão que as levara até lá, somente 25 por cento declararam ter ido em busca de um artigo específico (Dinheiro e Vida, Joe Dominguez).

Para não cair em tentação, leve sua esposa/marido ou um colega, e peça antecipadamente que ele o impeça de sair da loja com o produto.

Essa visita pode ser tão produtiva que, ao analisar de perto aquele item, você poderá descartar o modelo que pretendia comprar por constatar uma falha grave e trocar por uma categoria superior.

Analisar os concorrentes serve para você identificar eventuais vantagens na hora de comprar:

“A loja tem política de desconto à vista? A entrega é confiável (venda pela internet)?”

2. Durante a compra

PESQUISE OS PREÇOS

Apesar de ser o primeiro item a ser considerado pela maioria das pessoas, deixei o preço por último.

Fiz isso para ensiná-lo a sacada dos grandes compradores: primeiro identifique o “valor”, e só depois se preocupe com o “preço”.

Já percebeu quantas pessoas contam vantagem após ter comprado um produto por uma pechincha, mas alguns meses depois ficam decepcionadas com a durabilidade ou as funcionalidades?

Isso é o que dá mirar apenas no preço e se esquecer do valor.

Na verdade, esse é o grande princípio da frugalidade: ser frugal é tentar obter o melhor valor em qualquer coisa que você compra.

Os “barateiros”, por outro lado, tendem a sacrificar a qualidade em favor do preço ou gastar tempo demais tentando economizar centavos.

COMPARADOR DE PREÇOS: SEU MELHOR AMIGO

Atualmente, quase tudo pode ser comprado comparados pela internet, desde eletrodomésticos até carros.

Por isso, os sites comparadores de preços são um grande aliado nosso para descobrirmos onde achar o melhor preço.

Comentarei a seguir apenas 3 sites que são ótimos para comparação de preços:

1. Buscapé

É o mais “popular” do gênero, mas atualmente existem concorrentes com alguns diferenciais conforme demonstrarei abaixo.

2. Já cotei

Esse site tem algumas ferramentas excelentes (que o buscapé não tem) para ajudá-lo a encontrar o melhor preço:

  • Programa de milhagens.
  • Gráfico de preços: você localiza o produto desejado e acessa o histórico de preços dos últimos seis meses.
  • Lista de desejos: “Grave as cotações desejadas, acompanhando variações de preços pelo JáCotei ou semanalmente em seu e-mail. Use sua Lista de Desejos para criar listas com os produtos mais desejados, para uso pessoal ou para presentear quem você mais gosta” (jácotei).
  • Alerta de preços: essa funcionalidade permite que você adicione o produto em sua lista de desejos para ser avisado por e-mail quando o produto desejado apresentar uma redução de preços de 5% ou 10%.

3. Zoom

Esse pessoal também não está pra brincadeira, como demonstra o slogan “se a loja não entregar, a gente resolve”:

Só quem tem as lojas mais confiáveis pode garantir: se o seu produto não chegar, a gente resolve direto com a loja ou devolve seu dinheiro em até R$5.000”.

É louvável a atitude da Zoom ao autorizar apenas lojas confiáveis, ou seja, que tenham mais de 1 ano, regularidade fiscal (Receita Federal) e histórico no Procon e Serasa.

TORNE-SE UM BOM NEGOCIADOR

Os melhores preços apenas serão revelados para aqueles que ousarem praticar a arte milenar da negociação.

Aliás, se você quer conquistar mais rápido seus sonhos, cultivar o hábito da negociação será uma das habilidades mais importantes para fazer seu patrimônio crescer de forma consistente ao longo do tempo.

É claro que essa abordagem funcionará apenas para a compra offline.

Apesar disso, até mesmo na internet é possível utilizar algumas técnicas para barganhar no preço, quando somos abordados pelo telefone (isso já aconteceu comigo e conquistei um belo desconto).

Para resumir esse assunto – que é vasto – quero compartilhar algumas ideias de Stuart Diamond, alguém que simplesmente “convenceu três mil agricultores bolivianos a trocar o cultivo da coca pelo de bananas na década de 90”, além de ter sido o responsável por “solucionar o conflito entre os roteiristas e os donos dos estúdios de Hollywood em 2008”.

Diamond explica que devemos colocar o foco no outro:

Você não está negociando com um fundo de investimento, um banco ou uma empresa. Está negociando com um indivíduo. Então, tem de conhecer essa pessoa.

Esforce-se para, no início, estabelecer uma conexão com o vendedor (crie uma relação de empatia).

Comece perguntando o seu nome. Em vez de encarar o vendedor como seu inimigo, encare-o como um parceiro.

Lembre-se que apesar de cada um ter seu próprio interesse, no final, ambos querem realizar um bom negócio.

E na hora certa tire da manga aquela pergunta fatal: “A loja cobre o preço da concorrência?”.

Outra dica é separar um bom tempo apenas para isso, pois você deve ter toda a calma do mundo para chegar ao melhor preço, o que não se faz “na correria”.

EXISTEM ÉPOCAS MELHORES PARA COMPRAR?

Certamente! Esse é um dos grandes segredos para conseguir os grandes descontos. Seja a compra do carro, da casa ou a viagem de férias, todos tem uma época de preços mais baratos.

As grandes marcas adotam uma estratégia de marketing que consiste em analisar as melhores épocas para colocar seus produtos à venda.

A lance aqui é inverter a lógica a seu favor e comprar “contra a maré”.

Você pode, por exemplo, planejar sua compra imediatamente após a introdução de novos modelos ou aproveite as famosas liquidações do mês de janeiro.

Por outro lado, os meses de fevereiro e março são ótimos para comprar o material de construção para a reforma da sua casa.

Segundo o arquiteto Matheus Mehler:

Planejar a reforma para começar logo após as festas de fim de ano e terminar no máximo em outubro é a melhor escolha para quem quer evitar dor de cabeça e altos custos…Neste período geralmente acontecem promoções no setor de acabamento, que são os materiais que mais podem encarecer a obra.

3. Após a compra


VALORIZE O QUE VOCÊ JÁ POSSUI

Particularmente, eu sou suspeito para comentar essa última dica. Se tem uma coisa que valorizo tanto quanto a qualidade de um produto é a sua durabilidade.

Essa atitude, além de fazer bem para o seu bolso é um ato de “contracultura”.

Ao se libertar da prisão do consumismo, do “quanto mais, melhor”, você acaba aproveitando melhor as coisas simples e belas da vida, valoriza o meio ambiente.

Uma pessoa que tem uma excelente definição para isso é o Guilherme, do site Valore Reais:

Ser frugal significa ser uma pessoa que valoriza aquilo que já tem, que não desperdiça seus recursos materiais, sejam eles em vasta quantidade ou em baixa quantidade. Significa dar valor a aquilo que já possui, procurando extrair o máximo de utilidade das coisas ao seu redor (Valores Reais).

Já tivemos a oportunidade de falar melhor sobre esse assunto no artigo “Economia Colaborativa”. Vale a pena conferir.

SEJA GRATO!

Quando nos concentramos apenas naquilo que os outros possuem, tendemos o olhar o que nos falta.

Tal atitude é perniciosa porque nos torna cegos para as maravilhas que já conquistamos.

Por isso, dedique-se mais à prática da gratidão.

Se você não estiver acostumado a fazer isso, experimente escrever 10 coisas pelas quais se sente grato na sua vida.

Assim, em vez de tentar suprir suas carências com mais presentes – que longo são abandonados – aprenda a expressar gratidão, reconhecendo tudo o que já conquistou e sendo leal às pessoas que dão sentido à sua vida.

CONCLUSÃO


O mais comum é que você ouça por aí que podemos economizar muito cortando alguns desperdícios.

Mas são os hábitos de consumo que mais comprometem nossos projetos de vida futuro.

Nunca se esqueça que, no longo prazo, o valor dos aportes tem um peso maior do que a rentabilidade.

Logo, uma das formas de conseguir aumentar sua capacidade de poupança é tornando-se um consumidor melhor, realizando menos compras (porém de maior qualidade/satisfação) e economizando um bom dinheiro a cada compra.

PERGUNTA AO LEITOR:

“Você tem uma história para contar sobre a maior pechincha da sua vida? Qual estratégia você utiliza para barganhar um ótimo desconto?”