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Na pele: minhas novas tatuagens

É clichê, mas é também uma verdade: depois que você faz uma, é quase impossível não querer fazer outras. As minhas primeiras tatuagens fiz em junho do ano passado, a letra de Blackbird no braço e um coração vazado na costela, logo abaixo da axila.

Mas saí da casa da Thamu, a minha tatuadora, já querendo várias outras tatuagens. E fiz. Fiz mais seis (ou cinco e meia!) de lá pra cá, mas ainda não tinha mostrado todas aqui! Em outubro eu voltei lá e fiz mais três: um arco e flecha, um de cada lado do pulso direito, e um “até a lua” escrito com a letra da minha mãe.

Na pele: minhas novas tatuagens

Eu vou falar bem a verdade pra vocês: não acho que tatuagem precisa de um ‘significado‘. Acho que o corpo é de cada um, e se você tem vontade de desenhar qualquer coisa nele, e você já é responsável e tal, não vejo porque não.

Claro, vai ficar pra vida toda, acho muito importante que a gente tenha certeza antes de fazer, mas o motivo “acho isso lindo e quero tatuar em mim” me parece razoável o suficiente. Até porque, tatuagem é uma escolha estética.

Enfim, dito isso, minhas tatuagens todas têm um ‘por que’, e alguns são íntimos e eu não fico contando pras pessoas haha, mas talvez no futuro eu faça algumas que não tenham, e é isso aí.
Sobre essas: a “até a lua” é uma homenagem a minha mãe, que seeeempre me falou isso pra me encorajar a seguir meus sonhos e fazer aquilo que me trouxesse felicidade. Ela dizia “filha, você vai até a lua se esse for o seu sonho“, e eu sei que isso foi muito importante pra que eu vivesse tudo o que aconteceu comigo até hoje. Nunca vou agradecer o suficiente a essa mulher que me deu tudo o que eu precisava.

Esse é o arco, que a Jackie (ilustradora querida e parceira aqui do blog) desenhou pra mim! A flecha também foi ela, vou mostrar mais pra baixo. Os dois são muito simbólicos pra mim, e me lembram sempre de ter um alvo, mirar e ir atrás. E eu sou sagitariana, né, e o arco e flecha são instrumento do centauro, e tal 😉 E aí em fevereiro lá fui eu rabiscar mais uma vez, também com a Thamu (vou deixar os contatos dela no fim do post, ela é muito boa, querida, e todos os meus amigos estão indo lá também, haha!), e fiz mais três tatuagens.

O “grl pwr“, que é “girl power” escrito sem as vogais, e significa, basicamente, poder feminino. Vocês já sabem, eu sou feminista, eu escrevo muito sobre isso (aqui e no Petiscos), e é um orgulho pra mim ter isso tatuado, porque acreditar que as garotas têm poder e viver isso na prática, não deixando que a mundo me diga (ou diga a qualquer outra mulher) o que eu posso fazer ou não, tem sido cada vez mais uma jornada incrível. É inspirador, desafiador, e sempre maravilhoso.

A outra foi essa concha aqui de cima, que ficou tão, tão, tão linda que eu queria chorar haha. Juro, foi quase como a minha primeira: eu não sabia muito como queria o desenho, então só contei a ideia pra Thamu, e ela desenhou algumas, e na hora da tatuagem ela foi sugerindo os detalhes, e eu aceitei tudo. Quando vi pronta foi sensacional e toda vez que eu olho num espelho e a vejo lá, eu dou um sorriso. Acho que é uma das minhas tatuagens preferidas. Pode ter isso? Ou é tipo filho, que todo mundo diz que ama todos iguais? A concha representa o feminino (um dos jeitos de representar, né), e essa tem um significado bem pessoal pra mim.

E aqui as outras duas que não tinha postado ou mostrado, em lugar nenhum. A flecha é desenho da Jackie, também, e o coração eu fiz da primeira vez, vazado, e tem uma história bem íntima. E dessa última eu fui e escrevi o “livre”, que não, não tem nada a ver com estar com o coração livre e tal (achei até engraçado quando ouvi isso a primeira vez, haha). Pra mim é uma celebração do jeito que eu gosto de viver: com liberdade. Pra ser quem eu quiser ser, pra seguir meus sonhos, pra errar, pra acertar, mas sem estar presa a nada pré-determinado, à opinião alheia, ao jeito que as pessoas esperam que eu seja.

Claro que já estou doida pra fazer outras, e semana passada acompanhei meu migo Lucas, que foi tatuar com a Thamu, e quase saí de lá com uma nova! Mas ainda tô esperando, porque né, deixa eu curtir essas por enquanto 😉

Sobre a Thamu: Ela é ótima, tem a mão bem leve, é feminista, atende na casa dela, e tem um preço ótimo. Essa é a página dela no facebook, Candylust Thamu, e dá pra falar com ela ali no “mensagens”. Arrasem! Ah, não é publi, é só porque ela é muito boa mesmo e, como disse minha querida amiga Nuta, do GWS, a gente tem que indicar mais mulheres. Aliás, toda vez que falo das minhas tatuagens, alguém pergunta quem foi ‘o tatuador’ que fez. Não, não. Foi uma tatuadora!

Ah, sobre a dor, né: falei mais da dor das tatuagens aqui, mas sobre essas novas: achei que a concha e o grl pwr foram mais incômodas, mas não é um lugar que costuma doer não, foi mais em mim mesmo, mas normalmente lugar com “menos carne” dói um pouco mais, mas não é regra também. Meu amigo Lucas tatuou na costela, mesmo lugar do meu coração, e sentiu nada de dor, e em mim foi um pouco chatinho. Como contei no primeiro post, cada um sabe seu limite com a dor, mas pra mim foi bem tranquilo (também são pequenas, né), e é uma sensação diferente de tudo o que já fiz. É estranho e incômodo, faz um pouco de cócegas, e o barulhinho me arrepia de vontade de fazer mais.

Qualquer dúvida, deixem nos comentários! E me contem: vocês querem tatuar? Gostam? Tem medo? Me contem!

Bisous e até mais!